quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Das expectativas no pequeno asteróide

Não espere nada das pessoas - disse ao jovem príncipe - e assim nunca se decepcionará.
- Mas como vou me aprofundar sem expectativas, ao envolver-me com elas ?
- A profundidade aparecerá quando fores pisando aos poucos, em suas águas rasas, ou profundas.

Entao o jovem príncipe pensou em todas as vezes que viajou aos outros planetas abandonando seu asteróide, para ajudar pessoas de mundos os quais não conhecia. Venceu as ideias sombrias, a serpente astuta e onipresentemente malévola, e em todas decepções que tivera em suas andanças pela galáxia.

O coração sempre na bela e preciosa rosa que estava em seus pensamentos e que o ajudava a superar os obstáculos da jornada.

Nela, as traições mais cruéis, os pensamentos mais claudicantes sempre vinham de quem menos esperava, e era difícil para o rapaz lidar com essas vicissitudes e ao mesmo tempo auxiliar quem precisava de sua ajuda.

- Preciso - pensou - colocar meu coração com mais afinco no que fizer, e se mesmo assim não houver agradecimento a contento, ou decepções com alguém querido, prosseguir nessa conduta. Devo admitir que as pessoas não estão de todo preparadas para o bem.

Às vezes nem para o amor, às vezes para a dor, e preferem sofrer do que tentar um caminho melhor, mesmo abrindo mão de algumas coisas para assim ter o que esperam alcançar.

E pensou nessas coisa todas, e viu no quanto tinha sorte de ter sua bela e pequena rosa, seu pequeno planeta, e que eles estavam sempre a sua espera, não importava de onde voltasse...





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